A problemática situação da educação no campo
- São muitos os problemas enfrentados pela população que vive na zona rural, e uma das questões que merecem destaque é a da educação. Sabemos que a educação sempre apresentou uma série de problemas, entretanto, estes são agravados no meio rural, onde o índice de evasão escolar
São muitos os problemas enfrentados pela população que vive na zona rural, e uma das questões que merecem destaque é a da educação.
Sabemos que a educação sempre apresentou uma série de problemas, entretanto, estes são agravados no meio rural, onde o índice de evasão escolar muitas vezes é alto, o número de repetências pelos alunos é considerável e a escolarização é baixa.
Com a mobilização de diferentes movimentos sociais organizados no campo, nos anos de 1998 e 2004 foram realizadas a primeira e a segunda Conferência Nacional por uma Educação Básica do Campo, na cidade de Luziânia (GO). Dentre as questões defendidas por elas, merecem destaque a luta popular por uma escola pública de qualidade no campo e a recolocação do campo e da educação na agenda política do nosso país.
Por viverem afastados da zona urbana e pela baixa densidade demográfica, os campesinos muitas vezes são esquecidos, o que faz com que a implantação de projetos por parte do governo, tanto na área da educação como da saúde, sejam escassos.
Infelizmente as mobilizações e manifestos da comunidade rural ainda não surtiram o efeito necessário para melhorar a situação das escolas no campo, visto que muitas delas são precárias, com uma infraestrutura que deixa a desejar, professores com baixos salários e pouca formação, além da falta de recursos didáticos.
Outra dificuldade enfrentada pelos alunos que frequentam as escolas no campo evidencia-se por estas estarem restritas a um ensino que só contempla as séries iniciais do Ensino Fundamental, sendo necessário para a continuidade dos estudos o deslocamento, muitas vezes em transportes mal conservados, até as zonas urbanas.
Em função dessa problemática que se faz presente acerca da educação no campo, muitos jovens são obrigados a optarem entre o trabalho e o estudo, e, em decorrência das dificuldades que têm que enfrentar, acabam optando pelo trabalho no campo por lhes trazer um resultado imediato, mesmo que não lhes proporcione nenhuma segurança.
De acordo com a Agência Brasil, cerca de 40% das pessoas entre 16 e 32 anos que moram e trabalham no campo são analfabetas. Levando em consideração esse índice, ainda tão preocupante para os dias de hoje, qual a solução mais eficaz para diminuir esses números? Seria o caso de ampliar a quantidade de escolas nessas áreas ou de apostar pelo acondicionamento e melhoria da infraestrutura e demais obstáculos que impedem traçar o caminho para uma digna evolução educacional?
Ana Paula Cavalcante Simões
